segunda-feira, 29 de junho de 2009

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A todos os Pais e Dançarinos, as minhas desculpas, pela impossibilidade de participar no campeonato que se realizou no passado dia 27 de Junho. Mas a minha condição física não permitia a participação nessa competição.
Dada a indisponibilidade dos membros do clube em levar os restantes dançarinos para Torres Novas, estes não poderão participar.
Para todos eles o meu muito obrigado pela persistência e as minhas mais sinceras desculpas.
Mas mais competições virão e lá estaremos.

3 comentários:

Cátia Bento disse...

Desculpas! Mas que disparate!
Qualquer um pode ficar doente, aliás, já aconteceu com o meu filho como sabes!
Realmente o que é de lamentar é que apesar de termos, eu e a Fernanda, conseguido telefonar para a colectividade na altura da reunião, que lá se estava a realizar, ninguém da direcção se ter disponibilizado para levar a carrinha, porque lá está: 1.º o FUTEBOL, como sempre.
As soluções encontradas para além desta não eram as melhores, porque:
O meu marido ir sozinho com quadro "crianças" para Torres Novas era impensável, porque se algum deles tivesse algum azar e tivesse de ir para o hospital ou coisa assim, como é que ele fazia com os outros? É uma grande responsabilidade!
Ele levar a carrinha da Junta, que por norma nunca leva ninguém que não pertença à dança, porque não podem por causa do seguro e mais não sei o quê, naquele dia já podia ir toda a gente que não fazia mal. Então e se houvesse um acidente? (é que a carrinha há mais de 1 mês que não têm stop's, por exemplo) Nós não somos sócios, lembra-se Sr. Presidente? O meu marido não podia entrar na colectividade porque não era sócio?! Mas já podia levar a carrinha, ha!

Já passou...

O que interessa são as tuas melhoras. 1 beijo.
e..

Taça! Aí vamos nós....

namastibet disse...

Mal feito
não me peçam "por favor" para ser perfeito,
se todos...todos os errros são meus...meus ..."por defeito"
não me estendam a mão "por geito,"
é maldição que o tenho aqui no fundo do peito
e mil de mil horrores por desvendar,
mas nunca... serei um "amor-perfeito"
sou e serei sempre o"trinta por uma linha"
lutei por tudo ...com toda...toda a força que tinha...
.nunca fui eleito de verdade nem de piedade ...
não quero... não quero...
mas não é..o."Por Amor de Deus"... "com que geito".!!!..
não é defeito.....não é defeito ...não.....
é ...a minha...alma desalinhada ....
é só...só falta de preceito ....
pois se tudo...tudo... em mim é contrafeito...
deixem-me sofrer.mais... e mais
..para ser mais eu... talvez mais honesto...
num simples gesto..e....zás.....
.ainda mais... e mais... e mais.."Mal feito"

Os meus mais sinceros votos de melhoras ...João

namastibet disse...

Rumba
O sofrimento revelava-se-lhe, no rosto de Fidélio pressentia-se um coração partido e no corpo algo quebrado pesava uma grande paixão não correspondida.
Riu-se da associação de palavras que voavam sobre a sua cabeça como as grandes flores amarelas que levemente caiam das árvores meio despidas e cobriam o chão.
Rhum, Rumba e Cuba, embora o rhum fosse mais forte, ele ainda teimava pensar em rumbas e rimas inofensivas ,até para o estado Cubano se presumiam inocentes estes termos.
Abria caminho entre folhas e flores até um instável cais de madeira podre, tão apodrecido como os governantes de Cuba, pensou ele, cambaleante.
De Madrugada no Outono de Havana , o mar das Caraíbas apesar de onírico e quase plano aquela hora da manhã, não lhe transmitia a tranquilidade que parecia desejar .Apesar de jovem, secretamente alimentava-se de paixões impossíveis e escrevia poemas secretos.
Ao vai e vem lento das ondas calientes do mar tropical, responde o corpo de Fidélio, numa vontade louca de naufragar ou de deixar fluir os sentidos e os desequilíbrios cadenciados, imitando o refluir das vagas tranquilas.
Desde que deixara Dolores no”Che “ Cientro Cultural de Dança ” na noite anterior, o tempo apenas aumentou a dor da rejeição, um sofrimento tão profundo como ainda não tinha sentido.
Ensaiavam , entre outras danças, a Rumba, desde crianças, mas só agora na adolescência ,sentiu aquele quimérico prazer de tocar ,com a ponta dos dedos a face de Dolores ao dançar, de acariciar, de a sentir respirar encostada ao peito, afastar-se (um e… dois) encostar de novo (três e…4) o corpo, mansamente contra o seu ,num arrebatamento voluptuoso e lento.
O pai de Dolores, homem importante na “nomenklatura” do partido acumulava, entre muitos, os cargos de presidente do “Che -Cientro Cultural de Dança” e Comissiones Obreras de Cuba , Fidélio escrevia para um jornal clandestino.
Tinha resolvido beijar longamente Dolores e fê-lo; …as consequências foram devastadoras, ela, com um movimento lento mas forte e enérgico derruba-o , num pavimento demasiado encerado, indo parar junto ao pai, que acabava de entrar no salão de baile.
Todas as atenções e todos os dedos espetados o pareciam apontar, até que este, num prodigioso salto foge e afoga-se devagar no rum por todos os bares e dancetarias de Havana.
O tempo abrandou a marcha na cidade quente de piratas e Al Capones , os bares musicais mantiveram-se abertos até tarde e a “ salsa ” ouve-se ,redonda ,ao longe, imitando o motor de velho carro americano e aumenta a mágoa que aperta o coração de Fidélio.
Aproximou-se decidido da amurada em madeira quebrada e seria este o epílogo, não viesse em seu auxílio uma mão delicada, num movimento leve e o salva de morte certa, era Dolores que mais uma vez suavemente encosta o corpo ao de Fidelio para mais uma rumba no “Che -Cientro Cultural de Dança”

J.Santos